A cada mil gotas de chuva
adicione um beijo
Que se confunda
No que é chuva
No que é saliva
Um abraço que se misture:
percorrem gotas
percorrem dedos
Dedos seduzidos por gotas no cabelo
Gotas que deslizam
Pescoço, colo, ventre
Entre dedos
Dedos entre
E o frio, que não é gota
Sobe pela espinha agora
Levante a cabeça e olhe
Nos olhos de quem te olha
Se ela sorrir, então decifre:
O doce gosto da chuva, não vem da chuva...Marcadores: 5, poema, texto 2